
Wânia Lima deu uma reviravolta na própria vida, após participar de curso sobre aproveitamento da pele de peixe

O artesanato em pele de peixe fez sucesso também na Fashion Rio, maior evento de moda do país, realizado no Rio de Janeiro (RJ), em junho de 2006. Na ocasião, foi apresentada a produção de diversas peças artesanais confeccionadas pela Amor-Peixe, como roupas, bolsas, carteiras, dentre outras. Atualmente, os produtos estão sendo apresentados para alguns empresários no exterior, mas a primeira remessa ainda não está confirmada. Mulher de pescador, Wânia Alecrim, 38 anos, casou jovem e abandonou a escola para cuidar da casa. Após fazer o curso de reciclagem, ela incentivou algumas colegas a fazer confecção de bolsas, roupas e carteiras utilizando peles de peixes regionais, que são curtidas, amaciadas e tingidas.
Em maio de 2003, com o apoio do WWF-Brasil, foi inaugurada a Associação Mulheres Organizadas Reciclando o Peixe de Corumbá, organização não-governamental com sede na Casa do Artesão, no centro da cidade. As dez integrantes da Amor-Peixe já fizeram cursos de design, costura, empreendedorismo e faturam, cada uma, cerca de 400 reais por mês com a venda de seus produtos para empresas e turistas. Wânia, que é presidente da ONG, dá palestras e cursos - recentemente capacitou pescadoras da Bolívia. Dos peixes, as associadas reaproveitam tudo: carne, pele e ossos. Produzem cerca de 20 tipos de produtos artesanais, todos feitos de couro de peixe e tecido natural, bordados com palha de buriti. Desde sua criação elas já venderam 3 mil itens. Atualmente a Amor-Peixe é apoiada pelo WWF-Brasil, Sebrae, Embrapa Pantanal, Casa do Artesão e Prefeitura Municipal de Corumbá. |


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