sábado, 16 de julho de 2011

EDUCAÇÃO

14/07/2011 10h46 - Atualizado em 14/07/2011 10h47

ONG investe R$ 1 milhão em escola para atender pantaneiros em MS

Escola conta com quatro professores e atende 42 alunos em Corumbá.
Instituto aplicou recursos de doações na construção de unidade no Pantanal.

Da TV Morena
Durante décadas, a educação no campo foi privilégio para poucos. A escassez de escolas, a dificuldade de acesso e o analfabetismo dos mais velhos eram fatores que colaboravam para deixar as crianças fora da escola. Para ajudar no desenvolvimento de regiões de difícil acesso, como o Pantanal sul-mato-grossense, algumas organizações não-governamentais tentam suprir a carência educacional de muitas crianças, que estão descobrindo aos poucos lições como português, matemática, história.
(O Bom Dia MS exibe reportagens especiais sobre os desafios da educação em regiões mais afastadas, como no pantanal sul-mato-grossense.)
O pantanal é um patrimônio da humanidade onde homem e natureza têm uma convivência harmoniosa. No campo, nos rios, na pesca, na preservação, o pantaneiro inventou um jeito próprio de viver. Feito com a cultura da intuição, o conhecimento repassado de pai para filho. Sem uma linha escrita no papel.
Mas os números, as letras e o conhecimento dos livros ainda são desconhecidos por muitos homens e mulheres que vivem no isolamento das águas. "Só assino, eu não tenho estudo", conta o ribeirinho Antônio Caetano.
A esposa, dona Dalvina de Moura, conta que nunca entendeu o sentido das letras. Depois de adulta, preferiu não arriscar. "De criança eu não estudei, depois de adulta que eu vou pegar em uma caneta? Não, vou pegar em um cabo de machado, vou carpir e roçar, plantar uma mandioca para dar aos meus filhos o que comer", diz a dona de casa.
Mas os filhos, não vão seguir a mesma sina, garante o pai. "Agradeço muito ter esse colégio para eles aqui, com assistência tão boa que nem em minha casa eles comem comida tão boa como no colégio", orgulha-se o ribeirinho.
Há alguns minutos de barco da residência da família, rio abaixo, Darlan e Madalena acompanham atentos às lições da professora. Dois anos atrás, as crianças deixaram a casa dos pais para viver na escola. Eles aprendem a ler e escrever, e começam a entender o sentida de cidadania. "Primeiro tem que lavar a mão, e cada dia vai um na frente da fila para servir. Tem que respeitar o outro", conta Madalena, de 9 anos.
Quem chega à escola Jatobazinho, distante 150 quilômetros de Corumbá, surpreende-se com o modelo de ensino e a organização. No local, 42 meninos e meninas cursam da primeira à quinta série. Quatro professores que se revezam em quatro disciplinas, português, matemática, ciências e estudos sociais. É quase uma ilha de estrutura em um mar dominado pela força da natureza.
A escola foi construída em uma das poucas áreas aterradas da região. No passado, funcionava um hotel de pescadores. Depois do investimento de R$ 1 milhão, oriundo de doações, a estrutura foi adaptada para virar colégio. Por causa do aterramento, tornou-se um dos pontos mais altos da região, e é capaz de resistir à cheia do rio Paraguai.
O trabalho começou com a iniciativa da empresária Teresa Brascher. Encantada pelo pantanal, ela comprou a fazenda Santa Tereza para preservar. São mais de 60 mil hectares de área privada. Ela conta que, quando chegou, interessou-se também pelo povo da região. Durante um ano, pesquisou a vida e as necessidades famílias ribeirinhas. "Essa população vive esparsa, isolada e sem acesso a serviços públicos básicos, como saúde e educação. As crianças estavam às vezes com 15 anos e analfabetas", conta a presidente do Instituto Acaia.
A compra da área foi o primeiro passo para colocar o projeto em funcionamento. O instituto, uma organização não-governamental criada pela empresária, é quem administra a escola. Alimentação, salários dos professores, roupas, uniformes, materiais escolares e tudo que é necessário para a escola funcionar são custeados com recursos de um grupo que reúne empresas, poder público, instituições estrangeiras e até doadores individuais. Uma rede de solidariedade que ajuda a transformar vidas.
Brincando, Orlando reconhece a terra onde nasceu e descobre lugares que nem imaginava existirem. O menino de onze anos, que nunca saiu do pantanal, encontrou na escola um universo cheio de novidades. "A savana tem capão, pouca árvore, é seca e tem bicho diferente daqui", explica.
Algumas lições do colégio estão muito distantes da realidade das crianças que nasceram e vivem no isolamento pantaneiro. Algumas nunca foram a um supermercado. Mas quem se importa, se está tudo nos livros?
No mundo da imaginação, a vida urbana é reproduzida aos moldes pantaneiros. Como no mundo real, eles resolvem problemas praticando. "Trabalhar com o faz-de-conta é uma forma de dar espaço para essas crianças, e elas vão percebendo que estão aprendendo", diz a professora Laura Fonseca.
Nesta região afastada, o acesso a outros serviços essenciais como saúde, por exemplo, também é precário. Mas os alunos não ficam sem atendimento. A ajuda vem no barco da Marinha. Dois médicos, dois dentistas e quatro enfermeiros visitam a escola a cada dois meses.
Cada aluno tem uma ficha com acompanhamento individual. Acostumados com a visita, eles perdem o medo e aprendem a cuidar da própria saúde. "Conseguimos uma melhoria na qualidade de vida, e isso é interessante porque também retorna para nós o sentimento de um dever bem cumprido", pontua o capitão-tenente Fábio da Silva Inácio, comandante do navio.
Desde que chegou à escola, Elielton não ajuda mais o pai a catar iscas, e já começa a entender de números, letras, animais. A lição mais importante o menino tímido, ele traz na ponta da língua. "Quando eu crescer, vou ser fazendeiro e vender laranja. Se não estudar, não aprende nada", afirma o menino de 9 anos.

CHEIA NO PANTANAL DEIXA ALUNOS SEM AULA

http://glo.bo/http://glo.bo/oriIWvoriIWv

domingo, 10 de julho de 2011

MATÉRIA DA REVISTA CLAUDIA 2011- WANIA ALECRIM

http://claudia.abril.com.br/premioclaudia/mulheres.shtml?cgn_id=23

Mulheres que fazem a diferença



Wania Alecrim de Lima

2006 - Trabalho Social




Por que foi finalista
Wania formou um grupo que utiliza pele de peixe para criar bolsas, carteiras, agendas e outros objetos. É uma das fundadoras e presidente da Amor Peixe (Associação de Mulheres Organizadas Reciclando o Peixe), formada por esposas de pescadores de Corumbá (MS). A atividade melhora a renda das famílias da região. Wania recebeu bolsa da ong WWF Brasil para realizar suas pesquisas e dedicar-se integralmente à Amor Peixe.

Hoje em dia
Wania especializou-se em gestão e educação ambiental. Graças à visibilidade conquistada por meio do Prêmio CLAUDIA, recebeu convites para atuar na área de assistência social. Em 2007, deixou o projeto Amor Peixe e viajou até Argentina e Bolívia para ensinar sua técnica de artesanato. Também atuou no Projeto Acaia Pantanal, oferecendo educação aos povos ribeirinhos. Atualmente, é gerente de inovação em geração de renda do Centro de Referência da Assistência Social (Cras) na cidade de Ladário (MS). Em Corumbá, atua como gestora da articulação territorial do Instituto Homem Pantaneiro (IHP).

domingo, 19 de junho de 2011

CURSO

PARTICIPAÇÃO

Pescadores y científicos advierten sobre la pobreza derivada de la crisis pesquera

• Lo hicieron en la “Carta De Paraná sobre Manejo Sustentable de los Recursos Pesqueros en la Cuenca del Plata”.
• Del encuentro participaron líderes pescadores artesanales, pescadores deportivos, ONGs y científicos de Argentina, Brasil y Uruguay,
• Diputados nacionales y provinciales de Santa Fe y Entre Ríos se pronunciaron en un panel.
• Reclamaron armonizar políticas y estrategias para revertir la merma del recurso pesquero y generar alternativas económicas sustentables.
• Fuertes críticas a la piscicultura como propuesta frente a la crisis pesquera.

Paraná, Argentina, 4 diciembre 2006 (www.proteger.org.ar).- Se dio a conocer hoy en esta ciudad la declaración final del encuentro internacional de tres días sobre el manejo sustentable de la pesca en países del Cono Sur, con la participación de líderes de comunidades de pescadores artesanales, pescadores deportivos, ONGs, científicos y legisladores nacionales y provinciales de Argentina, Brasil y Uruguay.
El taller, en el que se discutieron lineamientos para un plan de sustentabilidad de la pesca en la Cuenca del Plata fue organizado por la Fundación Proteger, con base en Santa Fe, Argentina y ECOA con sede en Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil, con el apoyo de la Fundación Interamericana (IAF), el Comité Holandés de la UICN y la Fundación Avina.
Además de representantes de agrupaciones de pescadores artesanales de las provincias argentinas de Entre Ríos, Santa Fe, Chaco, Corrientes y Formosa, de la Redepesca y del Consejo Provincial Pesquero santafesino, participaron líderes de comunidades pesqueras de Santa Lucía y San Gregorio de Polanco, Uruguay, y de Corumbá, Pantanal, Brasil, recibiéndose también aportes de pescadores tradicionales del Pilcomayo en Bolivia.
Entre los científicos cabe destacar la presencia del Dr. Agostinho Catella, de EMBRAPA Pantanal, Corumbá-MS, Brasil; el Dr. Claudio Baigún, del Intech-Conicet, Buenos Aires, Argentina; y el Lic. Norberto Oldani, del Intec-Conicet-UNL, Santa Fe, Argentina. También se destacó la presencia del Dr. Misael Alberto, académico de la Facultad de Ciencias Jurídicas y Sociales de la Universidad Nacional del Litoral (UNL).
Como se informó ampliamente en medios de prensa, un momento clave fue el panel del que participaron legisladores nacionales y provinciales de Santa Fe y Entre Ríos: la diputada nacional (PJ) Blanca Osuna, el diputado nacional Hugo Storero (UCR), los diputados santafesinos Antonio Riestra (ARI), Daniela Qüesta (UCR), Héctor Jullier (PDP) y la diputada entrerriana Lucy Grimalt (La Red).
La Carta de Paraná dirigida “a la sociedad de la que formamos parte, a la dirigencia y a los tomadores de decisión, en nuestra condición de usuarios tradicionales y ancestrales, beneficiarios y co-responsables del manejo de los recursos pesqueros”, exhorta a “prestar la mayor atención a las secuelas de la actual crisis pesquera en la región y a las graves consecuencias económicas y sociales derivadas de un previsible colapso de las pesquerías fluviales”.
Pérdida de alimento, trabajo y pobreza
“Particularmente en el litoral fluvial de Argentina los problemas económicos, la pérdida de puestos de empleo y el consiguiente aumento de la pobreza causado por la exportación de los pescados de río, un caso único en el mundo, se hacen sentir hoy con más fuerza a pesar de haber sido largamente anunciados”, subraya la declaración distribuida hoy.
Según el último informe oficial del INDEC la región NEA-Litoral registra los mayores índices de pobreza de la Argentina. La indigencia creció en las capitales de Santa Fe, Entre Ríos, Chaco y Corrientes a contramano de cierta mejoría a nivel nacional. Cuatro de las cinco ciudades más pobres del país están en esta región, paradójicamente una de las más ricas en recursos naturales.
“Precisamente a raíz de la comprobada merma del recurso pesquero por la falta o insuficiencia de planes de manejo, ha quedado más clara su importancia como una de las fuentes básicas de alimento, trabajo, turismo, recreación, actividad económica, cultura y desarrollo sostenible regional”, aseguran los participantes del encuentro internacional.
Un sector altamente vulnerable
“Alertamos sobre el hecho de que quienes menos tienen, los pobres convertidos en pescadores de subsistencia, constituyen un amplio sector social altamente vulnerable y el más dependiente de los servicios y bienes ambientales como la pesca que gratuitamente les brinda seguridad alimentaria y salud como una posibilidad única”.
“Destacamos también entonces la urgencia y perentoriedad de manejar en forma participativa y sustentable los recursos pesqueros, con una visión de cuenca y un Enfoque Ecosistémico, incorporando los variados factores ecológicos que lo afectan, así como los intereses de los diversos actores que se benefician de manera directa e indirecta”, reclaman.
“Teniendo en cuenta que según el Informe de los Objetivos de Desarrollo del Milenio de las Naciones Unidas, el agua y la pesca son los recursos vitales más amenazados a nivel mundial, y que la Cuenca del Plata no escapa a esta dramática realidad, llamamos asimismo la atención sobre la necesidad de proteger y usar sustentablemente el rico e irremplazable patrimonio natural y cultural de nuestra región para que brinde los mayores beneficios para la actual generación y las venideras, a perpetuidad”, expresa el texto.
Críticas a la piscicultura
“Rechazamos las medidas parciales, las acciones improvisadas e inconexas y la mezquina especulación de quienes, desde cualquier ámbito, desembarquen en el espacio de la crisis pesquera con el indigno objetivo de cosechar ganancias o réditos personales o de sector.
“Expresamos nuestra resistencia a creer que la piscicultura sea una solución viable, cuando no existen ejemplos de que aporte una salida económica, social ni ambientalmente adecuada a la sobrepesca fluvial y, de igual modo, nos oponemos a que los Estados financien con fondos de los contribuyentes emprendimientos de acuicultura que, además, distraen recursos para el necesario manejo pesquero.
“Reconocemos como alternativas válidas y económicamente viables para el manejo sostenible de ríos y humedales, la promoción y el desarrollo de actividades como el turismo sostenible basado en las comunidades y la generación de productos derivados de la pesca con valor agregado, entre otros.
"Rescatamos la importancia del intercambio de experiencias, lecciones aprendidas y conocimiento tradicional de buenas prácticas de manejo entre las comunidades locales, los administradores y otros actores, en lo referente al manejo de las cuencas, los humedales y sus recursos.
“Instamos por lo tanto también a promover alianzas intranacionales e internacionales entre las comunidades y asociaciones de pescadores, investigadores, funcionarios concientes y responsables, y organizaciones no gubernamentales, para establecer y armonizar políticas, legislaciones y estrategias comunes para la defensa y manejo participativo y sustentable de la pesca.
“Invitamos a todos los sectores y grupos de interés a asumir su rol dentro de un esquema de manejo co-responsable y solidario, en un marco de participación informada y equidad. Solicitamos al Estado Nacional el reconocimiento formal y legal de los pescadores artesanales como categoría de trabajadores de la pesca”, finaliza el documento.
Entre los firmantes están José Luis López, Asociación Pesqueros del Norte, Reconquista, Santa Fe; Daniel Soto, Asociación Puerto Italia, Corrientes; Miguel Lemaire, Pescadores de Coronda, Santa Fe; Walter Pelozo y Juan Carlos Portillo, ASOPECHA, Chaco; Dionisio González, Asociación Pescadores Unidos de Formosa; Claudia Cabrera, Unión de Pescadores Independientes del Sur de la Provincia de Santa Fe, Villa Gobernador Gálvez; Silvia Fretes, Agrupación Pescadores de Puerto San Martín, Santa Fe; Raúl Roco, Codefdetrio, Paraná, Entre Ríos; Luis Romero, Baqueanos del Río, Paraná, Entre Ríos; Eguar Parceriza, PESAUPE, Santa Lucía, Uruguay; José Méndez, Grupo La Milagrosa, San Gregorio de Polanco, Uruguay; Wânia Alecrím, AMOR PEIXE, Corumbá-MS, Brasil; Jean Fernândes, ECOA, Campo Grande-MS, Brasil; Julieta Peteán, Fundación PROTEGER, Argentina; Claudio Baigún, Intech-Conicet, Buenos Aires, Argentina; Norberto Oldani, Intec-Conicet–UNL, Santa Fe, Argentina; Agostinho Carlos Catella, EMBRAPA Pantanal, Corumbá-MS, Brasil.
05/12/06
PROTEGER

CURSO

Curso de capacitación de cueros de pescado con escamas.
Se realiza en Reconquista. Argentina.
La Secretaría de Producción, Turismo y Medio Ambiente comunica que se realizará un curso de capacitación de cuero de pescado con escamas en las instalaciones del ente administrador Puerto Reconquista a partir del día miércoles 12 hasta el jueves 20 de mayo, en los horarios de 8 a 12 hs y de 14 a 17 hs.
El mismo será dictado por la Sra. Wania Alecrim de Lima con pos-grado en Gestión y Educación Ambiental de la Universidad Católica de Dom Bosco(Carumbá Brasil).
Fuente: www.prodiario.com.ar
Fecha: 11/05/2010

Compartí la nota

COMO FAZER E SABOREAR

Curso apresenta novas formas de aproveitamento de carne de peixe

Por: Lívia Gaertner em 18 de Abril de 2011
Fotos: Anderson Gallo/Diário Online
Grupo de 15 pessoas participa do curso na sede do Moinho Cultural
Linguiça tem a carne moída do peixe
Produtos que estamos acostumados a ver em qualquer setor de frios, mas com um diferencial: o sabor pantaneiro. É isso que um grupo de 15 pessoas, moradores ribeirinhos da região da Codrasa, em Ladário, estão aprendendo num curso de aproveitamento do pescado, que começou no dia último dia 11.
Quibe, linguiça, pastel, fishburguers, patês, bolinhos, salgadinhos em geral, feitos tendo como base a carne processada do pintado, mostram que o peixe do Pantanal pode ganhar versatilidade na mesa, saindo das tradicionais formas como frito e ensopado.
O curso é promovido numa parceria entre a Embrapa Pantanal e o Instituto Homem Pantaneiro (IHP), visando gerar renda aos pescadores e suas famílias. As aulas acontecem no período da tarde no Moinho Cultural Sul-Americano com a utilização de 400 quilos de pintado criado pelo projeto de tanque-rede em ambiente natural e desenvolvido pelo pesquisador Flávio Nascimento, da Embrapa Pantanal.
"Tem mercado pra isso, não é somente mais um curso pois aqui se abrange desde a criação, manejo, aí vem a família trabalhar, processar esse peixe, agregar valor e ter uma rentabilidade maior. É um projeto a médio e longo prazo", analisou a zootecnista e gestora do Núcleo de Articulação Territorial do IHP, Wânia Alecrim, que está ministrando o curso, juntamente com técnicos da Embrapa.
"Tudo o que está sendo aplicado aqui, eles viram na sede da Embrapa de uma forma mais industrial. Lá, vimos a farinha e o biscoito de peixe e o peixe enlatado. Muitos pensaram que jamais no Pantanal se faria peixe dessa maneira, então colocamos que há possibilidade, mas com organização. Mobilizar essa comunidade, fazer um trabalho sério. A ideia é que essa comunidade se organize porque terá a Embrapa Pantanal e o Instituto como parceiros", disse Wânia que já adianta que outros cursos serão desenvolvidos, como o de marinheiro aquaviário, que permitirá a retirada da habilitação de embarcações.
Na abertura do curso, no dia 11, os participantes tiveram uma aula teórica, no auditório da escola, sobre higiene pessoal e do trabalho, conservação do pescado e como avaliar a qualidade do peixe após sua captura. Já na quinta-feira, 14, os alunos aprenderam técnicas de conserva, enlatados, defumados e pasta base e, na sexta-feira, dia 15, foi a vez da receita de linguiça. Tudo, sem o risco de espinhas, pois traz como ingrediente principal a carne moída do peixe. De família ribeirinha, Dirce de Campos Padilha, 48 anos, se inscreveu no curso com o propósito de aprender uma forma diferenciada de utilizar o pescado com quem trabalha há anos.
"Eu sou moradora da beira do rio. Já trabalho com o peixe mais de 30 anos porque minha família é ribeirinha, de pescadores. Quando surgiu esse curso, achei uma maravilha porque fazemos com o peixe aquelas coisas tradicionais: o filé, o frito, o ensopado", afirmou Dirce que já tem planos para o futuro. "Minha intenção é abrir um minirrestaurante e trabalhar com isso aí. Eu fiquei muito emocionada e interessada porque o sabor e a textura são diferentes, com certeza, é sucesso", prevê Dirce que ainda avaliou. "A gente mora num local rico e não sabe dar valor".
Acompanhando Dirce, estava a mãe dela, dona Luísa Campos, de 65 anos, que afirmou ao Diário já ter preparado "muito peixe nessa vida", mas nunca da forma como está aprendendo no curso. "Eu vim aqui pra aprender de tudo. O sabor do peixe é uma beleza. Tinha visto esses produtos, mas nunca provado ou feito", explicou.
Já o aluno mais novo da turma, Bruno da Costa Silva, 15 anos, está descobrindo um mundo totalmente novo, mas que o está agradando. "Eu nunca mexi com cozinha, mas sempre gostei. Porque aqui eu fico mais alegre e aprendendo uma coisa totalmente diferente. Isso é bem legal. Posso fazer não somente na minha casa como também para vender e ganhar um dinheiro", diz.
O curso segue até o dia 20 de abril quando serão apresentadas todas as receitas desenvolvidas durante os dias de aula. Fonte: Diário Corumbaense (www.diarionline.com.br).

Fonte: Diarionline / Diário Corumbaense

PARTICIPAÇÃO INTERNACIONAL

Ecoa participa do encontro sobre manejo sustentável de pesca

Fotos: Jean Fernandes

Realizado nos dias 30 de novembro – 1º e 2 de dezembro na cidade do Paraná (Argentina) o encontro internacional entre os países Brasil – Argentina – Uruguai e Bolívia, sobre manejo sustentável de pesca nos países do Cone Sul, com a participação de líderes de comunidades de pescadores artesanais, pescadores esportistas, ONGs, pesquisadores e deputados nacionais e provinciais de Santa Fé e Entre Rios.

O evento foi discutido o plano de sustentabilidade de pesca na Bacia do Prata, sendo organizado pela Fundação Proteger, com base em Santa Fé, Argentina e Ecoa – Ecologia e Ação com sede em Campo Grande-MS. Contou com o apoio da Fundação Interamericana (IAF), Comitê Holandês da UICN e a Fundação Avina.

Julieta Peteán, Presidenta da Fundação Proteger diz que é “muito importante um evento desse porte, reunir tantas peças importantes que faz os trabalhos para melhoria das comunidades e temas pesqueiros, pesquisadores, organizações, pescadores e legisladores num só evento é uma grande vitória”.

Outros representantes e grupos de pescadores artesanais das províncias argentinas de Entre Rios, Santa Fé, Chaco, Corrientes e Formosa, Redepesca e do Conselho Provincial Pesqueiro de Santa Fé, tiveram participações dos líderes de comunidades pesqueiras de Santa Lúcia e São Gregório de Polanco (Uruguai), Corumbá (Brasil), recebendo também apoios de pescadores tradicionais do Pilcomayo da Bolívia.

Raul Roco, pescador e representante da Codefdetrio de Entre Rios, cita que “hoje essa região onde foi feito o encontro passa por uma dificuldade monstruosa, vários pescadores estão tendo problemas para viver da pesca, não ganhamos mais com a pesca como antes”, cita Roco lamentando das grandes firmas de frigoríficos de pescado que se instalaram na região.

Entre os pesquisadores foi destacada a presença do Dr. Agostinho Catella, da EMBRAPA Pantanal, Corumbá-MS, Brasil; Dr. Cláudio Baigún, do Intech-Conicet, Buenos Aires, Argentina; e Norberto Oldani, do Intec-Conicet-UNL, Santa Fé, Argentina.

Como noticiado amplamente nos meios de imprensa local, o momento chave foi o painel da participação dos deputados nacionais e provinciais de Santa Fé e Entre Rios: a deputada nacional Blanca Osuna, o deputado nacional Hugo Storero, os deputados de Santa Fé Antonio Riestra, Daniela Qüesta, Héctor Jullier e a deputada de Entre Rios Lucy Grimalt.

A Carta do Paraná dirigida “a sociedade que formamos parte, aos  dirigentes dos tomadores de decisão, em nossa condição de usuários tradicionais e antigos, beneficiários e co-responsáveis do manejo dos recursos pesqueiros”, induz a “prestar maior atenção às seqüelas da  atual crise pesqueira na região das graves conseqüências econômicas e sociais derivadas de um previsível colapso das pescarias fluviais” enfatiza Julieta.

Entre os que assinaram a “Carta do Paraná” estão:

- José Luis López (Associação Pesqueiros do Norte, Reconquista, Santa Fé);
- Daniel Soto  (Associação Porto Itália, Corrientes);
- Miguel Lemaire (Pescador da Coronda, Santa Fé);
- Walter Pelozo e Juan Carlos Portillo (ASOPECHA, Chaco);
- Dionísio González (Associação dos Pescadores Unidos do Formoso);
- Cláudia Cabrera (União dos Pescadores Independentes do Sul da Província de Santa Fé - Vila Governador Gálvez);
- Silvia Fretes  (Grupo de Pescadores do Porto São Martín, Santa Fé);
- Raúl Roco (Codefdetrio, Paraná, Entre Rios);
- Luis Romero (Baqueanos do Rio, Paraná, Entre Rios);
- Eguar Parceriza (PESAUPE, Santa Lucia, Uruguai);
- José Méndez (Grupo da Milagrosa, São Gregório de Polanco, Uruguai);
-  Wânia Alecrím (AMOR PEIXE, Corumbá-MS, Brasil);
- Jean Fernandes (ECOA, Campo Grande-MS, Brasil);
- Julieta Peteán (Fundação PROTEGER, Argentina);
- Cláudio Baigún (Intech-Conicet, Buenos Aires, Argentina);
- Norberto Oldani (Intec-Conicet–UNL, Santa Fé, Argentina);
- Agostinho Carlos Catella (EMBRAPA Pantanal, Corumbá-MS, Brasil).
Jean Fernandes

APRENDER E APREENDER

GLOBO RURAL

Artesã ensina a pescar cidadania
Wânia Lima deu uma reviravolta na própria vida, após participar de curso sobre aproveitamento da pele de peixe
Wânia virou palestrante e dá cursos para estimular novas empreendedoras
Foi em um curso de reciclagem de pele de peixe que a dona-de-casa Wânia Alecrim de Lima vislumbrou a oportunidade de mudar de vida. Realizado em 2002, pelo Governo de Mato Grosso do Sul para famílias que tiravam o sustento do rio, o curso permitiu que ela iniciasse uma trilha que acabou lhe rendendo o Prêmio Sebrae Mulher Empreendedora 2005, na categoria Cooperativas e Associações, e a indicação para o Prêmio Cláudia 2006, na categoria Trabalho Social. A trajetória dela é contada no livro Histórias de Sucesso, que será lançado este mês, quando serão conhecidas as vencedoras nacionais da edição 2006.
O artesanato em pele de peixe fez sucesso também na Fashion Rio, maior evento de moda do país, realizado no Rio de Janeiro (RJ), em junho de 2006. Na ocasião, foi apresentada a produção de diversas peças artesanais confeccionadas pela Amor-Peixe, como roupas, bolsas, carteiras, dentre outras. Atualmente, os produtos estão sendo apresentados para alguns empresários no exterior, mas a primeira remessa ainda não está confirmada.
Mulher de pescador, Wânia Alecrim, 38 anos, casou jovem e abandonou a escola para cuidar da casa. Após fazer o curso de reciclagem, ela incentivou algumas colegas a fazer confecção de bolsas, roupas e carteiras utilizando peles de peixes regionais, que são curtidas, amaciadas e tingidas.
As peles de peixes viram 30 produtos artesanais
"A perda, a fome e o preconceito sempre me acompanharam, mas, por meio do trabalho que traz dignidade para o ser humano, reverti a minha situação e estou tentando passar isso para as minhas companheiras. Os obstáculos começaram a ser superados gradativamente", revela Wânia.
Em maio de 2003, com o apoio do WWF-Brasil, foi inaugurada a Associação Mulheres Organizadas Reciclando o Peixe de Corumbá, organização não-governamental com sede na Casa do Artesão, no centro da cidade. As dez integrantes da Amor-Peixe já fizeram cursos de design, costura, empreendedorismo e faturam, cada uma, cerca de 400 reais por mês com a venda de seus produtos para empresas e turistas. Wânia, que é presidente da ONG, dá palestras e cursos - recentemente capacitou pescadoras da Bolívia.
Dos peixes, as associadas reaproveitam tudo: carne, pele e ossos. Produzem cerca de 20 tipos de produtos artesanais, todos feitos de couro de peixe e tecido natural, bordados com palha de buriti. Desde sua criação elas já venderam 3 mil itens.
Atualmente a Amor-Peixe é apoiada pelo WWF-Brasil, Sebrae, Embrapa Pantanal, Casa do Artesão e Prefeitura Municipal de Corumbá.

ALFABETIZAÇÃO É UM DIREITO

26/01/2004 - 15:52
Alfabetização de pescadores em Corumbá ganha incentivos

Foto: Adriana Souza - bolsista de comunicação da Rede Aguapé
O projeto Fisgando Letras de Corumbá/MS, coordenado pela educadora voluntária Wânia Alecrim, ganhou mais ânimo com o estabelecimento de novas parcerias. A proposta do Fisgando Letras começou em 2003 aproveitando o período de defeso para promover a alfabetização dos pescadores. No fim do ano passado, Wânia estava  perdendo alunos (veja a matéria: Fome no Pantanal prejudica alfabetização de pescadores, na edição 4 da Revista Aguapé ou no site http://www.redeaguape.org.br/).
Agora a iniciativa recebe o incentivo e apoio do Fundo Mundial para a Natureza (WWF-Brasil), Instituto do Meio Ambiente Pantanal (Imap), Secretaria de Meio Ambiente Cultura e Turismo de Corumbá (Semactur), Banco do Brasil e Universidade Católica Dom Bosco (UCDB) e Secretaria de Educação de MS. Além destes, o Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos (Mova) contratou a professora Izabel Cristina Ruiv que trabalhava de forma voluntária.
A expectativa do projeto para 2004 é fazer um diagnóstico do índice de alfabetização das famílias de pescadores, iniciar a alfabetização da comunidade ribeirinha, facilitar a obtenção de documentos (RG, Certidão de Nascimento, CPF, Título de Eleitor e Carteira de Trabalho) dos pescadores e dos seus familiares e a criação de cinco núcleos de alfabetização. "Até agora não foi feito nenhum diagnóstico em Corumbá, queremos que o governo saiba quantos pescadores analfabetos existem na região", afirma Wânia.
Na edição passada a Revista Aguapé publicou a matéria "Fome no Pantanal  prejudica alfabetização de pescadores"  que relatou as dificuldades do projeto Fisgando Letras. Segundo Wânia, só depois da publicação e com o apoio do jornal Gazeta Corumbaense, o projeto recebeu propostas para parcerias.
Procura-se apoio
Apesar dos novos incentivos o projeto precisa de mais apoio para conseguir vale-transporte para as professoras e profissionais da área oftalmológica, de ópticas e/ou patrocinadores de óculos para os alunos. "Temos muitos alunos com problema de visão que não podem comprar óculos", lamenta Wânia que conta este ano com 46 estudantes. Os interessados devem entrar em contato pelo telefone: (67) 231-3575, falar com Wânia Alecrim.
Busca no Site
Gestor e técnicos da secretaria de Assistência Social do município de Ladário estiveram em Aquidauana, na última semana, realizando uma visita ao Núcleo de Qualificação da mão-de-obra e Geração de Emprego e Renda para conhecer um dos projetos sociais desenvolvido pelo governo do prefeito Fauzi Suleiman (PMDB).

A visita foi paralela ao Encontro Regional do Coegemas – Colegiado Estadual de Gestores Municipais de Assistência Social realizado na última quinta-feira (26) na Câmara Municipal.

Recepcionados pela diretora do núcleo, Cida Lemos, o secretário de assistência social de Ladário, Alexandre Ramos de Oliveira, esteve acompanhado dos técnicos: Jane Cantu, Wania Alecrim e Alexandre Orichuela para acompanhar os trabalhos do projeto “Verde Vida”.

Criado em Abril de 2009, o “Verde Vida” tem com o objetivo oferecer capacitação profissional e geração de renda através da horta comunitária para as famílias em situação maior de vulnerabilidade social.

De acordo com a diretora do núcleo, Cida Lemos, durante a visita a equipe de Ladário realizou entrevistas com as famílias participantes do projeto. “Além entrevistar as famílias participantes, eles levaram o modelo do projeto, já que ficaram encantados com os resultados”, destaca a diretora do núcleo, Cida Lemos.

Segundo o secretário de assistência social de Ladário, Alexandre Ramos de Oliveira, o projeto da horta comunitária desenvolvido em Aquidauana é positivo pela característica marcante de cooperação.

“Nós temos um projeto semelhante em Ladário, mas a horta é realizada na residência de cada um, diferente daqui onde o projeto é desenvolvido na sede do Geração de Renda. Acredito que esta organização e cooperação com foco na economia solidária é um dos pontos positivos que iremos levar para Ladário”, comentou o secretário.

Segundo ele, outro fator que chamou a atenção em Aquidauana foi a dedicatória do prefeito Fauzi Suleiman em todas as apostilas dos cursistas do Geração de Renda. “Isto mostra que o prefeito tem compromisso e está incentivando cada aluno do Geração de Renda”, concluiu.

Verde Vida

Desenvolvido há mais de dois anos, o “Verde Vida” já trouxe inúmeros resultados para as famílias participantes. Alface, rúcula, rabanete, couve, cenoura, pepino, beterraba, coentro e salsinha estão entre as verduras e hortaliças cultivadas na horta comunitária.

Além da população dos quatro cantos da cidade que vão até o Geração de Renda em busca de alimentos orgânicos, produzidos sem agrotóxicos, empresários de restaurantes renomados na cidade como “Moderna”, “O Casarão” e “Fogão Caipira” têm abastecido suas mesas com produtos cultivados na horta comunitária.

Fonte: Agecom/Helder Lima

domingo, 8 de maio de 2011

Desfile "Prêmio Mulher Empreendedora 2006

Visita a CASA ROSADA - Argentina

Prêmio 'Mulher Empreendedora SEBRAE 2006

Comecei minha trajetória limpando peixe

Prêmio Claudia 2006, sala São Paulo

Como o mar é lindo, vamos contemplar...

Praça da Sé em São Paulo, não poderia deixar de visitá-la

Argentina - Santa Fé - Reconquista, vamos trocar experiências

Acaia Pantanal, só saudades dessas crianças pantaneiras lindas

Instituto Butantan

Senador Delcídio do Amaral - Projeto Social em Corumbá "Moinho Cultural"

Juliana é linda e muito simpática.

Escola Jatobazinho - modelo para o Pantanal

Dia do reconhecimento nacional - Prêmio Claudia 2006.

Sala São Paulo, dia de glamour

Vlademir Brichita é só talento atuando SP.

Pantanal é só beleza.

Juliana Paes conosco no camarim em São Paulo.

Escola Jatobazinho- Pantanal de Corumbá/MS 2008

Pantanal de Corumbá/MS, também respira dança.(Ana Botafogo)

Celebridades (Juliana Paes)

Prêmio da revista "CLAUDIA 2006" - Sala São Paulo