sábado, 16 de julho de 2011

EDUCAÇÃO

14/07/2011 10h46 - Atualizado em 14/07/2011 10h47

ONG investe R$ 1 milhão em escola para atender pantaneiros em MS

Escola conta com quatro professores e atende 42 alunos em Corumbá.
Instituto aplicou recursos de doações na construção de unidade no Pantanal.

Da TV Morena
Durante décadas, a educação no campo foi privilégio para poucos. A escassez de escolas, a dificuldade de acesso e o analfabetismo dos mais velhos eram fatores que colaboravam para deixar as crianças fora da escola. Para ajudar no desenvolvimento de regiões de difícil acesso, como o Pantanal sul-mato-grossense, algumas organizações não-governamentais tentam suprir a carência educacional de muitas crianças, que estão descobrindo aos poucos lições como português, matemática, história.
(O Bom Dia MS exibe reportagens especiais sobre os desafios da educação em regiões mais afastadas, como no pantanal sul-mato-grossense.)
O pantanal é um patrimônio da humanidade onde homem e natureza têm uma convivência harmoniosa. No campo, nos rios, na pesca, na preservação, o pantaneiro inventou um jeito próprio de viver. Feito com a cultura da intuição, o conhecimento repassado de pai para filho. Sem uma linha escrita no papel.
Mas os números, as letras e o conhecimento dos livros ainda são desconhecidos por muitos homens e mulheres que vivem no isolamento das águas. "Só assino, eu não tenho estudo", conta o ribeirinho Antônio Caetano.
A esposa, dona Dalvina de Moura, conta que nunca entendeu o sentido das letras. Depois de adulta, preferiu não arriscar. "De criança eu não estudei, depois de adulta que eu vou pegar em uma caneta? Não, vou pegar em um cabo de machado, vou carpir e roçar, plantar uma mandioca para dar aos meus filhos o que comer", diz a dona de casa.
Mas os filhos, não vão seguir a mesma sina, garante o pai. "Agradeço muito ter esse colégio para eles aqui, com assistência tão boa que nem em minha casa eles comem comida tão boa como no colégio", orgulha-se o ribeirinho.
Há alguns minutos de barco da residência da família, rio abaixo, Darlan e Madalena acompanham atentos às lições da professora. Dois anos atrás, as crianças deixaram a casa dos pais para viver na escola. Eles aprendem a ler e escrever, e começam a entender o sentida de cidadania. "Primeiro tem que lavar a mão, e cada dia vai um na frente da fila para servir. Tem que respeitar o outro", conta Madalena, de 9 anos.
Quem chega à escola Jatobazinho, distante 150 quilômetros de Corumbá, surpreende-se com o modelo de ensino e a organização. No local, 42 meninos e meninas cursam da primeira à quinta série. Quatro professores que se revezam em quatro disciplinas, português, matemática, ciências e estudos sociais. É quase uma ilha de estrutura em um mar dominado pela força da natureza.
A escola foi construída em uma das poucas áreas aterradas da região. No passado, funcionava um hotel de pescadores. Depois do investimento de R$ 1 milhão, oriundo de doações, a estrutura foi adaptada para virar colégio. Por causa do aterramento, tornou-se um dos pontos mais altos da região, e é capaz de resistir à cheia do rio Paraguai.
O trabalho começou com a iniciativa da empresária Teresa Brascher. Encantada pelo pantanal, ela comprou a fazenda Santa Tereza para preservar. São mais de 60 mil hectares de área privada. Ela conta que, quando chegou, interessou-se também pelo povo da região. Durante um ano, pesquisou a vida e as necessidades famílias ribeirinhas. "Essa população vive esparsa, isolada e sem acesso a serviços públicos básicos, como saúde e educação. As crianças estavam às vezes com 15 anos e analfabetas", conta a presidente do Instituto Acaia.
A compra da área foi o primeiro passo para colocar o projeto em funcionamento. O instituto, uma organização não-governamental criada pela empresária, é quem administra a escola. Alimentação, salários dos professores, roupas, uniformes, materiais escolares e tudo que é necessário para a escola funcionar são custeados com recursos de um grupo que reúne empresas, poder público, instituições estrangeiras e até doadores individuais. Uma rede de solidariedade que ajuda a transformar vidas.
Brincando, Orlando reconhece a terra onde nasceu e descobre lugares que nem imaginava existirem. O menino de onze anos, que nunca saiu do pantanal, encontrou na escola um universo cheio de novidades. "A savana tem capão, pouca árvore, é seca e tem bicho diferente daqui", explica.
Algumas lições do colégio estão muito distantes da realidade das crianças que nasceram e vivem no isolamento pantaneiro. Algumas nunca foram a um supermercado. Mas quem se importa, se está tudo nos livros?
No mundo da imaginação, a vida urbana é reproduzida aos moldes pantaneiros. Como no mundo real, eles resolvem problemas praticando. "Trabalhar com o faz-de-conta é uma forma de dar espaço para essas crianças, e elas vão percebendo que estão aprendendo", diz a professora Laura Fonseca.
Nesta região afastada, o acesso a outros serviços essenciais como saúde, por exemplo, também é precário. Mas os alunos não ficam sem atendimento. A ajuda vem no barco da Marinha. Dois médicos, dois dentistas e quatro enfermeiros visitam a escola a cada dois meses.
Cada aluno tem uma ficha com acompanhamento individual. Acostumados com a visita, eles perdem o medo e aprendem a cuidar da própria saúde. "Conseguimos uma melhoria na qualidade de vida, e isso é interessante porque também retorna para nós o sentimento de um dever bem cumprido", pontua o capitão-tenente Fábio da Silva Inácio, comandante do navio.
Desde que chegou à escola, Elielton não ajuda mais o pai a catar iscas, e já começa a entender de números, letras, animais. A lição mais importante o menino tímido, ele traz na ponta da língua. "Quando eu crescer, vou ser fazendeiro e vender laranja. Se não estudar, não aprende nada", afirma o menino de 9 anos.

CHEIA NO PANTANAL DEIXA ALUNOS SEM AULA

http://glo.bo/http://glo.bo/oriIWvoriIWv

domingo, 10 de julho de 2011

MATÉRIA DA REVISTA CLAUDIA 2011- WANIA ALECRIM

http://claudia.abril.com.br/premioclaudia/mulheres.shtml?cgn_id=23

Mulheres que fazem a diferença



Wania Alecrim de Lima

2006 - Trabalho Social




Por que foi finalista
Wania formou um grupo que utiliza pele de peixe para criar bolsas, carteiras, agendas e outros objetos. É uma das fundadoras e presidente da Amor Peixe (Associação de Mulheres Organizadas Reciclando o Peixe), formada por esposas de pescadores de Corumbá (MS). A atividade melhora a renda das famílias da região. Wania recebeu bolsa da ong WWF Brasil para realizar suas pesquisas e dedicar-se integralmente à Amor Peixe.

Hoje em dia
Wania especializou-se em gestão e educação ambiental. Graças à visibilidade conquistada por meio do Prêmio CLAUDIA, recebeu convites para atuar na área de assistência social. Em 2007, deixou o projeto Amor Peixe e viajou até Argentina e Bolívia para ensinar sua técnica de artesanato. Também atuou no Projeto Acaia Pantanal, oferecendo educação aos povos ribeirinhos. Atualmente, é gerente de inovação em geração de renda do Centro de Referência da Assistência Social (Cras) na cidade de Ladário (MS). Em Corumbá, atua como gestora da articulação territorial do Instituto Homem Pantaneiro (IHP).

domingo, 19 de junho de 2011

CURSO

PARTICIPAÇÃO

Pescadores y científicos advierten sobre la pobreza derivada de la crisis pesquera

• Lo hicieron en la “Carta De Paraná sobre Manejo Sustentable de los Recursos Pesqueros en la Cuenca del Plata”.
• Del encuentro participaron líderes pescadores artesanales, pescadores deportivos, ONGs y científicos de Argentina, Brasil y Uruguay,
• Diputados nacionales y provinciales de Santa Fe y Entre Ríos se pronunciaron en un panel.
• Reclamaron armonizar políticas y estrategias para revertir la merma del recurso pesquero y generar alternativas económicas sustentables.
• Fuertes críticas a la piscicultura como propuesta frente a la crisis pesquera.

Paraná, Argentina, 4 diciembre 2006 (www.proteger.org.ar).- Se dio a conocer hoy en esta ciudad la declaración final del encuentro internacional de tres días sobre el manejo sustentable de la pesca en países del Cono Sur, con la participación de líderes de comunidades de pescadores artesanales, pescadores deportivos, ONGs, científicos y legisladores nacionales y provinciales de Argentina, Brasil y Uruguay.
El taller, en el que se discutieron lineamientos para un plan de sustentabilidad de la pesca en la Cuenca del Plata fue organizado por la Fundación Proteger, con base en Santa Fe, Argentina y ECOA con sede en Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil, con el apoyo de la Fundación Interamericana (IAF), el Comité Holandés de la UICN y la Fundación Avina.
Además de representantes de agrupaciones de pescadores artesanales de las provincias argentinas de Entre Ríos, Santa Fe, Chaco, Corrientes y Formosa, de la Redepesca y del Consejo Provincial Pesquero santafesino, participaron líderes de comunidades pesqueras de Santa Lucía y San Gregorio de Polanco, Uruguay, y de Corumbá, Pantanal, Brasil, recibiéndose también aportes de pescadores tradicionales del Pilcomayo en Bolivia.
Entre los científicos cabe destacar la presencia del Dr. Agostinho Catella, de EMBRAPA Pantanal, Corumbá-MS, Brasil; el Dr. Claudio Baigún, del Intech-Conicet, Buenos Aires, Argentina; y el Lic. Norberto Oldani, del Intec-Conicet-UNL, Santa Fe, Argentina. También se destacó la presencia del Dr. Misael Alberto, académico de la Facultad de Ciencias Jurídicas y Sociales de la Universidad Nacional del Litoral (UNL).
Como se informó ampliamente en medios de prensa, un momento clave fue el panel del que participaron legisladores nacionales y provinciales de Santa Fe y Entre Ríos: la diputada nacional (PJ) Blanca Osuna, el diputado nacional Hugo Storero (UCR), los diputados santafesinos Antonio Riestra (ARI), Daniela Qüesta (UCR), Héctor Jullier (PDP) y la diputada entrerriana Lucy Grimalt (La Red).
La Carta de Paraná dirigida “a la sociedad de la que formamos parte, a la dirigencia y a los tomadores de decisión, en nuestra condición de usuarios tradicionales y ancestrales, beneficiarios y co-responsables del manejo de los recursos pesqueros”, exhorta a “prestar la mayor atención a las secuelas de la actual crisis pesquera en la región y a las graves consecuencias económicas y sociales derivadas de un previsible colapso de las pesquerías fluviales”.
Pérdida de alimento, trabajo y pobreza
“Particularmente en el litoral fluvial de Argentina los problemas económicos, la pérdida de puestos de empleo y el consiguiente aumento de la pobreza causado por la exportación de los pescados de río, un caso único en el mundo, se hacen sentir hoy con más fuerza a pesar de haber sido largamente anunciados”, subraya la declaración distribuida hoy.
Según el último informe oficial del INDEC la región NEA-Litoral registra los mayores índices de pobreza de la Argentina. La indigencia creció en las capitales de Santa Fe, Entre Ríos, Chaco y Corrientes a contramano de cierta mejoría a nivel nacional. Cuatro de las cinco ciudades más pobres del país están en esta región, paradójicamente una de las más ricas en recursos naturales.
“Precisamente a raíz de la comprobada merma del recurso pesquero por la falta o insuficiencia de planes de manejo, ha quedado más clara su importancia como una de las fuentes básicas de alimento, trabajo, turismo, recreación, actividad económica, cultura y desarrollo sostenible regional”, aseguran los participantes del encuentro internacional.
Un sector altamente vulnerable
“Alertamos sobre el hecho de que quienes menos tienen, los pobres convertidos en pescadores de subsistencia, constituyen un amplio sector social altamente vulnerable y el más dependiente de los servicios y bienes ambientales como la pesca que gratuitamente les brinda seguridad alimentaria y salud como una posibilidad única”.
“Destacamos también entonces la urgencia y perentoriedad de manejar en forma participativa y sustentable los recursos pesqueros, con una visión de cuenca y un Enfoque Ecosistémico, incorporando los variados factores ecológicos que lo afectan, así como los intereses de los diversos actores que se benefician de manera directa e indirecta”, reclaman.
“Teniendo en cuenta que según el Informe de los Objetivos de Desarrollo del Milenio de las Naciones Unidas, el agua y la pesca son los recursos vitales más amenazados a nivel mundial, y que la Cuenca del Plata no escapa a esta dramática realidad, llamamos asimismo la atención sobre la necesidad de proteger y usar sustentablemente el rico e irremplazable patrimonio natural y cultural de nuestra región para que brinde los mayores beneficios para la actual generación y las venideras, a perpetuidad”, expresa el texto.
Críticas a la piscicultura
“Rechazamos las medidas parciales, las acciones improvisadas e inconexas y la mezquina especulación de quienes, desde cualquier ámbito, desembarquen en el espacio de la crisis pesquera con el indigno objetivo de cosechar ganancias o réditos personales o de sector.
“Expresamos nuestra resistencia a creer que la piscicultura sea una solución viable, cuando no existen ejemplos de que aporte una salida económica, social ni ambientalmente adecuada a la sobrepesca fluvial y, de igual modo, nos oponemos a que los Estados financien con fondos de los contribuyentes emprendimientos de acuicultura que, además, distraen recursos para el necesario manejo pesquero.
“Reconocemos como alternativas válidas y económicamente viables para el manejo sostenible de ríos y humedales, la promoción y el desarrollo de actividades como el turismo sostenible basado en las comunidades y la generación de productos derivados de la pesca con valor agregado, entre otros.
"Rescatamos la importancia del intercambio de experiencias, lecciones aprendidas y conocimiento tradicional de buenas prácticas de manejo entre las comunidades locales, los administradores y otros actores, en lo referente al manejo de las cuencas, los humedales y sus recursos.
“Instamos por lo tanto también a promover alianzas intranacionales e internacionales entre las comunidades y asociaciones de pescadores, investigadores, funcionarios concientes y responsables, y organizaciones no gubernamentales, para establecer y armonizar políticas, legislaciones y estrategias comunes para la defensa y manejo participativo y sustentable de la pesca.
“Invitamos a todos los sectores y grupos de interés a asumir su rol dentro de un esquema de manejo co-responsable y solidario, en un marco de participación informada y equidad. Solicitamos al Estado Nacional el reconocimiento formal y legal de los pescadores artesanales como categoría de trabajadores de la pesca”, finaliza el documento.
Entre los firmantes están José Luis López, Asociación Pesqueros del Norte, Reconquista, Santa Fe; Daniel Soto, Asociación Puerto Italia, Corrientes; Miguel Lemaire, Pescadores de Coronda, Santa Fe; Walter Pelozo y Juan Carlos Portillo, ASOPECHA, Chaco; Dionisio González, Asociación Pescadores Unidos de Formosa; Claudia Cabrera, Unión de Pescadores Independientes del Sur de la Provincia de Santa Fe, Villa Gobernador Gálvez; Silvia Fretes, Agrupación Pescadores de Puerto San Martín, Santa Fe; Raúl Roco, Codefdetrio, Paraná, Entre Ríos; Luis Romero, Baqueanos del Río, Paraná, Entre Ríos; Eguar Parceriza, PESAUPE, Santa Lucía, Uruguay; José Méndez, Grupo La Milagrosa, San Gregorio de Polanco, Uruguay; Wânia Alecrím, AMOR PEIXE, Corumbá-MS, Brasil; Jean Fernândes, ECOA, Campo Grande-MS, Brasil; Julieta Peteán, Fundación PROTEGER, Argentina; Claudio Baigún, Intech-Conicet, Buenos Aires, Argentina; Norberto Oldani, Intec-Conicet–UNL, Santa Fe, Argentina; Agostinho Carlos Catella, EMBRAPA Pantanal, Corumbá-MS, Brasil.
05/12/06
PROTEGER

CURSO

Curso de capacitación de cueros de pescado con escamas.
Se realiza en Reconquista. Argentina.
La Secretaría de Producción, Turismo y Medio Ambiente comunica que se realizará un curso de capacitación de cuero de pescado con escamas en las instalaciones del ente administrador Puerto Reconquista a partir del día miércoles 12 hasta el jueves 20 de mayo, en los horarios de 8 a 12 hs y de 14 a 17 hs.
El mismo será dictado por la Sra. Wania Alecrim de Lima con pos-grado en Gestión y Educación Ambiental de la Universidad Católica de Dom Bosco(Carumbá Brasil).
Fuente: www.prodiario.com.ar
Fecha: 11/05/2010

Compartí la nota