Curso apresenta novas formas de aproveitamento de carne de peixe 
Por: Lívia Gaertner em 18 de Abril de 2011
Produtos que estamos acostumados a ver em qualquer setor de frios, mas com um diferencial: o sabor pantaneiro. É isso que um grupo de 15 pessoas, moradores ribeirinhos da região da Codrasa, em Ladário, estão aprendendo num curso de aproveitamento do pescado, que começou no dia último dia 11.
Quibe, linguiça, pastel, fishburguers, patês, bolinhos, salgadinhos em geral, feitos tendo como base a carne processada do pintado, mostram que o peixe do Pantanal pode ganhar versatilidade na mesa, saindo das tradicionais formas como frito e ensopado.
O curso é promovido numa parceria entre a Embrapa Pantanal e o Instituto Homem Pantaneiro (IHP), visando gerar renda aos pescadores e suas famílias. As aulas acontecem no período da tarde no Moinho Cultural Sul-Americano com a utilização de 400 quilos de pintado criado pelo projeto de tanque-rede em ambiente natural e desenvolvido pelo pesquisador Flávio Nascimento, da Embrapa Pantanal.
"Tem mercado pra isso, não é somente mais um curso pois aqui se abrange desde a criação, manejo, aí vem a família trabalhar, processar esse peixe, agregar valor e ter uma rentabilidade maior. É um projeto a médio e longo prazo", analisou a zootecnista e gestora do Núcleo de Articulação Territorial do IHP, Wânia Alecrim, que está ministrando o curso, juntamente com técnicos da Embrapa.
"Tudo o que está sendo aplicado aqui, eles viram na sede da Embrapa de uma forma mais industrial. Lá, vimos a farinha e o biscoito de peixe e o peixe enlatado. Muitos pensaram que jamais no Pantanal se faria peixe dessa maneira, então colocamos que há possibilidade, mas com organização. Mobilizar essa comunidade, fazer um trabalho sério. A ideia é que essa comunidade se organize porque terá a Embrapa Pantanal e o Instituto como parceiros", disse Wânia que já adianta que outros cursos serão desenvolvidos, como o de marinheiro aquaviário, que permitirá a retirada da habilitação de embarcações.
Na abertura do curso, no dia 11, os participantes tiveram uma aula teórica, no auditório da escola, sobre higiene pessoal e do trabalho, conservação do pescado e como avaliar a qualidade do peixe após sua captura. Já na quinta-feira, 14, os alunos aprenderam técnicas de conserva, enlatados, defumados e pasta base e, na sexta-feira, dia 15, foi a vez da receita de linguiça. Tudo, sem o risco de espinhas, pois traz como ingrediente principal a carne moída do peixe. De família ribeirinha, Dirce de Campos Padilha, 48 anos, se inscreveu no curso com o propósito de aprender uma forma diferenciada de utilizar o pescado com quem trabalha há anos.
"Eu sou moradora da beira do rio. Já trabalho com o peixe mais de 30 anos porque minha família é ribeirinha, de pescadores. Quando surgiu esse curso, achei uma maravilha porque fazemos com o peixe aquelas coisas tradicionais: o filé, o frito, o ensopado", afirmou Dirce que já tem planos para o futuro. "Minha intenção é abrir um minirrestaurante e trabalhar com isso aí. Eu fiquei muito emocionada e interessada porque o sabor e a textura são diferentes, com certeza, é sucesso", prevê Dirce que ainda avaliou. "A gente mora num local rico e não sabe dar valor".
Acompanhando Dirce, estava a mãe dela, dona Luísa Campos, de 65 anos, que afirmou ao Diário já ter preparado "muito peixe nessa vida", mas nunca da forma como está aprendendo no curso. "Eu vim aqui pra aprender de tudo. O sabor do peixe é uma beleza. Tinha visto esses produtos, mas nunca provado ou feito", explicou.
Já o aluno mais novo da turma, Bruno da Costa Silva, 15 anos, está descobrindo um mundo totalmente novo, mas que o está agradando. "Eu nunca mexi com cozinha, mas sempre gostei. Porque aqui eu fico mais alegre e aprendendo uma coisa totalmente diferente. Isso é bem legal. Posso fazer não somente na minha casa como também para vender e ganhar um dinheiro", diz.
O curso segue até o dia 20 de abril quando serão apresentadas todas as receitas desenvolvidas durante os dias de aula. Fonte: Diário Corumbaense (www.diarionline.com.br).
Fonte: Diarionline / Diário Corumbaense
Quibe, linguiça, pastel, fishburguers, patês, bolinhos, salgadinhos em geral, feitos tendo como base a carne processada do pintado, mostram que o peixe do Pantanal pode ganhar versatilidade na mesa, saindo das tradicionais formas como frito e ensopado.
O curso é promovido numa parceria entre a Embrapa Pantanal e o Instituto Homem Pantaneiro (IHP), visando gerar renda aos pescadores e suas famílias. As aulas acontecem no período da tarde no Moinho Cultural Sul-Americano com a utilização de 400 quilos de pintado criado pelo projeto de tanque-rede em ambiente natural e desenvolvido pelo pesquisador Flávio Nascimento, da Embrapa Pantanal.
"Tem mercado pra isso, não é somente mais um curso pois aqui se abrange desde a criação, manejo, aí vem a família trabalhar, processar esse peixe, agregar valor e ter uma rentabilidade maior. É um projeto a médio e longo prazo", analisou a zootecnista e gestora do Núcleo de Articulação Territorial do IHP, Wânia Alecrim, que está ministrando o curso, juntamente com técnicos da Embrapa.
"Tudo o que está sendo aplicado aqui, eles viram na sede da Embrapa de uma forma mais industrial. Lá, vimos a farinha e o biscoito de peixe e o peixe enlatado. Muitos pensaram que jamais no Pantanal se faria peixe dessa maneira, então colocamos que há possibilidade, mas com organização. Mobilizar essa comunidade, fazer um trabalho sério. A ideia é que essa comunidade se organize porque terá a Embrapa Pantanal e o Instituto como parceiros", disse Wânia que já adianta que outros cursos serão desenvolvidos, como o de marinheiro aquaviário, que permitirá a retirada da habilitação de embarcações.
Na abertura do curso, no dia 11, os participantes tiveram uma aula teórica, no auditório da escola, sobre higiene pessoal e do trabalho, conservação do pescado e como avaliar a qualidade do peixe após sua captura. Já na quinta-feira, 14, os alunos aprenderam técnicas de conserva, enlatados, defumados e pasta base e, na sexta-feira, dia 15, foi a vez da receita de linguiça. Tudo, sem o risco de espinhas, pois traz como ingrediente principal a carne moída do peixe. De família ribeirinha, Dirce de Campos Padilha, 48 anos, se inscreveu no curso com o propósito de aprender uma forma diferenciada de utilizar o pescado com quem trabalha há anos.
"Eu sou moradora da beira do rio. Já trabalho com o peixe mais de 30 anos porque minha família é ribeirinha, de pescadores. Quando surgiu esse curso, achei uma maravilha porque fazemos com o peixe aquelas coisas tradicionais: o filé, o frito, o ensopado", afirmou Dirce que já tem planos para o futuro. "Minha intenção é abrir um minirrestaurante e trabalhar com isso aí. Eu fiquei muito emocionada e interessada porque o sabor e a textura são diferentes, com certeza, é sucesso", prevê Dirce que ainda avaliou. "A gente mora num local rico e não sabe dar valor".
Acompanhando Dirce, estava a mãe dela, dona Luísa Campos, de 65 anos, que afirmou ao Diário já ter preparado "muito peixe nessa vida", mas nunca da forma como está aprendendo no curso. "Eu vim aqui pra aprender de tudo. O sabor do peixe é uma beleza. Tinha visto esses produtos, mas nunca provado ou feito", explicou.
Já o aluno mais novo da turma, Bruno da Costa Silva, 15 anos, está descobrindo um mundo totalmente novo, mas que o está agradando. "Eu nunca mexi com cozinha, mas sempre gostei. Porque aqui eu fico mais alegre e aprendendo uma coisa totalmente diferente. Isso é bem legal. Posso fazer não somente na minha casa como também para vender e ganhar um dinheiro", diz.
O curso segue até o dia 20 de abril quando serão apresentadas todas as receitas desenvolvidas durante os dias de aula. Fonte: Diário Corumbaense (www.diarionline.com.br).
Fonte: Diarionline / Diário Corumbaense
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